Como colocaram alguns leitores nos últimos dias, já é tempo de pressionar a Dassault para participar do Neuron, ou fazer parceria para um UCAV com um outro fornecedor. Mas a gente tem que apontar para alguém que esteja disposto a investir pesado como para ter um verdadero UCAV bombardeiro, é um passaro muito perigoso se não tem a eletrônica certa. É óbvio que esse tipo de investimento só uma potência pode fazer, os possíveis parceiros reduzem-se então a 3 US FR e RU. Coréia existiu porque existia a ameaça comunista, simples, não tem futuro, também está fora, como Japão. A China irá sugando a indústria de os antigamente chamados os pequenos tigres asiáticos. Outro parceiro interessante que está sempre fujindo dos seus vizinhos é a Inglaterra (país pequeno mas com muita ex-colônia). A França, na verdade não é um país com futuro, em 1 ou 2 décadas fica sem indústria e portanto, sem dinheiro para subsidiar seu agro ineficiente. Parceiros para o jaguar ficam a águia o urso e os british, agora os british tão em falência total, a águia igual, e os russos não são de confiar. Talvez, ao final, o verdadeiro parceiro do jaguar seja o elefante, ainda que sua indústria militar nunca termina de decolar, se poderia juntar com a gente para um acordo conjunto com a Dassault ou juntar coragem e partir para uma indústria de 3 donos BR IN RU mas com a liderança do jaguar e do elefante não do urso. Este seria o momento de falar com o elefante e agir em conjunto. Então para o jaguar seria o IBAS a verdadeira aliança, não passar mais bola para os BRIC, porque alem de tudo está o dragão que não presta. No militar o reino médio vai colidir cedo ou tarde com o mundo ocidental. Uma união do jaguar e do elefante pode pressionar aos frogs da dassault ou deixar o urso num papel secundário no atual negócio que o Buda tem com a sukhoi. A união do jaguar e do elefante criaria de imediato um novo polo de poder mundial.
O lobby mentiroso e infantil da Saab
tem apoio daqueles políticos entreguistas
que torcem para o país não dar certo
Quem pode defender o avião da Saab?
A Saab quer 5bi pelo 40% já desenvolvido! minha nossa!
Pode ser uma empresa assim de cara de pau?
Só um QUARENTA PORCENTO e quer quase o que estão pedindo os caras que têm aviões provados em combate!
Um avião que NEM COMPRA o país produtor!
Ainda que não adiantaria em nada, porque esse país não existe, é um paisinho num continente sem futuro!
E aqui tem pessoal perdendo o tempo defendendo o indefensível, no lugar de falar da nossa aliança com outra potência.
Tem pessoal MENTINDO, dizendo que a Suêcia vai comprar o avião da Saab, repetindo o lobby mentiroso e infantil da Saab de que os pilotos preferem o Gripen bláhbláhbláh.
O lobby da Saab feito por adolescentes, encontraram um nicho de apoio, aqueles mesmos que falaram que os subs alemães eram mais baratos!
Aqueles que queriam os subs alemães para o Brasil.
Aqueles que torceram CONTRA O NOSSO PAÍS.
São os mesmo que hoje seguem insistindo com o Gripen, porque a diferência do que acontece com os mil boatos do FX2, A MARINHA, saiu a desmentir cada vez que a Folha falava besteira.
É uma questão política, mas não de política industrial o de aquilo que é o melhor para o país se defender, ou política de alianças com outras potências etc, não.
São políticos que estão por trás de todas essas babaquices que publica a Folha.
Políticos que usam qq argumento para jogar pedra contra o governo, ainda indo contra o interesse do país.
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Mais uma vez, o Brasil tem que avaliar aliados, tem por aí gripeiros (obviamente políticos fantasiados de gripeiros) que repetem o que falam os americanos, que o país não tem amigos, isso é um disparate. Os americanos falam isso, mas eles TÊM países amigos, aqueles de fala inglesa, Canadá UK os aussis etc. E o Brasil tem que ter países amigos, POTÊNCIAS, no caso de parceiras onde cada um investe decenas de bilhões.
Suécia é um país muito bonito, sua história, os vikings, etc, mas NÃO vai investir DECENAS de bilhões, é óbvio, só a politicagem ANTI-BRASIL mantém o Gripen vivo. sds
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É a hora de se unir com o Buda para negociar juntos parcerias com Dassault e/o Sukhoi.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
FX2: "Decisão é do presidente da República e de ninguém mais"
Governo francês fez a única oferta concreta sobre aviões, afirma Lula. Brasil negocia a compra de caças para reaparelhar as Forças Armadas.
Lula visitou o Estaleiro Atlântico Sul em Ipojuca (PE) na manhã desta sexta (11) para batimento de quilha do primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta sexta-feira (11) a polêmica em torno do projeto de reaparelhamento militar brasileiro que prevê, entre outras ações, a compra de caças supersônicos para as Forças Armadas Brasileiras (FAB).
Segundo Lula, o governo ainda está em processo de negociação com os fornecedores que participam da concorrência internacional: França, Estados Unidos e Suécia.
O presidente disse, no entanto, que a “única proposta concreta” que recebeu até o momento veio do presidente francês, Nicolas Sarkozy.
“É importante que os fornecedores estejam oferecendo cada vez mais possibilidades. Mas uma coisa está clara. Queremos transferência de tecnologia e queremos construir esses aviões no Brasil.
O presidente Sarkozy, até agora, foi o único presidente que disse textualmente que quer transferir tecnologia e fazer o avião aqui”.
“Isso é a única coisa concreta que eu tenho. Se alguém quiser ofertar mais, que oferte. Negociação é assim”.
O presidente também afirmou que o acordo com a França permitiria ao país comercializar os aviões produzidos. “O Brasil vai ter disponibilidade para vender o avião produzido aqui em toda a América Latina”, relatou.
Sarkozy tenta vender ao Brasil o caça Rafale, da francesa Dassault, já os EUA oferecem o F-18, da Boeing, e a Suécia tenta emplacar o Gripen, da sueca Saab.
Das três propostas em estudo pelo governo, segundo Lula, apenas a França aceitou transferir a tecnologia de desenvolvimento dos aviões para o Brasil.
O presidente afirma que as negociações ainda estão acontecendo.
Nesta quinta-feira (10), os EUA apresentaram nova proposta aos militares brasileiros.
Em nota divulgada nesta tarde, a FAB afirma que está encarregada da análise técnica das propostas e diz que caberá ao presidente a decisão final. Mais cedo, o próprio Lula chamou para si a decisão. “A FAB tem o conhecimento tecnológico para fazer a avaliação e vai fazer.
Agora, a decisão política e estratégica é do presidente da República e de ninguém mais”, disse Lula.
Na segunda-feira (7), Lula e Sarkozy emitiram comunicado conjunto em que revelavam a abertura de negociação para a compra pelo governo brasileiro de 36 caças Rafale e pelo lado francês de 10 aviões de transporte KC-390, projeto em desenvolvimento pela Embraer.
Na terça-feira (8), no entanto, o Ministério da Defesa emitiu nota afirmando que a concorrência internacional para compra dos aviões de combate continuava aberta.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Foguetes movidos a raio laser
No futuro, foguetes voarão movidos a raio laser
A corrida espacial que possibilitou a chegada do homem à lua, em 1969, foi um dos acontecimentos mais empolgantes do século XX.
Ainda que o momento fosse marcado pela Guerra Fria e o medo de um conflito direto entre a União Soviética e os Estados Unidos, a população mundial acompanhou a exploração do espaço como uma saga épica.
Hoje, em São José dos Campos (SP), a saga tem continuidade.
No projeto desenvolvido em parceria com o Laboratório da Força Aérea Americana (Air Force Research Laboratory), o Comandante Marco Antônio Sala Minucci [Coronel Engenheiro, diretor], do Instituto de Estudos Avançados do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (IEAv - CTA), coordena a pesquisa de propulsão a laser.
Se o desafio, na década de 50, era mandar o homem para o espaço, hoje, é fazê-lo com maior custo benefício e sem agredir o meio ambiente.
A ideia parece saída de um filme de ficção-científica: aeronaves e foguetes se deslocando no espaço através de um feixe de luz de alta energia.
Na prática, vai funcionar do seguinte modo: uma base terrestre projeta a radiação laser na traseira do veículo – que, por sua vez, recebe, da parte dianteira, ar aquecido. Ao entrar em contato com o laser, as moléculas do ar aquecido explodem, empurrando o veículo para frente.
Nada de galões de combustível –a fonte de energia é o próprio ar e a eletromagnética.
De acordo com Minucci, atualmente, o peso da carga útil das naves (como satélites a serem colocados em órbita) só pode chegar a 5% da capacidade do foguete.
Isso acontece porque o veículo precisa transportar, também, o combustível e o oxidante necessários para o voo.
Com a nova tecnologia, estima-se que a nave poderá destinar 50% da sua capacidade ao transporte de carga.
“Essa é a grande vantagem. Enquanto o veículo estiver se movimentando na atmosfera, a energia virá da terra. Operações aeroespaciais serão otimizadas”, diz o comandante.
Abolir o uso dos combustíveis fósseis não vai só ajudar a combater o aquecimento global.
A viagem será barateada em 100 vezes e vai tornar o espaço mais acessível.
Colocar satélites de até 50kg em órbita, por exemplo, passa a ser mais viável.
“É um adeus à poluição, ao risco de explosão e a toda aquela parafernália que existe no lançamento de um foguete convencional”, completa Minucci.
Experimentos
Para realizar os ensaios, o Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu, do IEAv, conta com o túnel de vento hipersônico T3.
Ele simula as condições de voo a serem encontradas pelo veículo na atmosfera – condições essas que permitem um deslocamento seis vezes mais rápido do que a velocidade do som.
O túnel é o único da América do Sul e foi construído em solo brasileiro.
Por enquanto, os cientistas realizam experiências com o modelo do veículo parado, e se concentram na focalização do laser na traseira da máquina.
De acordo com o comandante, os testes no túnel devem durar, pelo menos, mais cinco anos.
Depois, será desenvolvido um protótipo para testes e ensaios de voo.
Conferir um lançamento propriamente dito só será possível entre 2020 e 2025.
Com seres humanos a bordo, somente quando se tiver certeza de que a tecnologia é realmente segura.
Parceria
Simultaneamente, outros experimentos são realizados nos Estados Unidos, no Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), em Troy, Nova Iorque.
A universidade é a mais antiga dos Estados Unidos no campo das pesquisas tecnológicas.
Quem está à frente do programa é o professor Leik Myrabo, o primeiro, no mundo, a fazer voar um veículo utilizando a propulsão a laser.
Em 1997, durante experiência em um deserto da Califórnia, Myrabo fez um objeto de 60g subir aproximadamente 100m.
Formado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Minucci fazia o pósdoutorado na RPI, em 1997, quando soube do experimento de Myrabo.
Vendo que o conceito era viável, convocou o amigo Paulo Toro e, em 1999, se concentraram nos estudos sobre propulsão a laser no IEAv.
“Já tínhamos todos os componentes necessários para fazer ensaios no Instituto, como o túnel de vento hipersônico, o laser e uma divisão voltada para esta área”, lembra Minucci.
Em 2000, após uma série de experiências bem sucedidas, a dupla foi contatada pelo laboratório da Força Aérea Americana, que propôs um programa de colaboração, chamado “International Beamed Propulsion Research Collaboration”.
A partir de 2007, a aquisição de lasers de alta potência (fornecidos pelo laboratório americano) e a aprovação do projeto pela FINEP permitiram um avanço nas pesquisas.
Em 2008, os cientistas conseguiram guiar um feixe de laser com segurança para o interior do túnel T3 e focá-lo em um objeto, que foi destruído.
A potência do laser era de, aproximadamente, 1 gigawatt – o equivalente a 10 milhões de lâmpadas incandescentes.
Hoje, são oito pessoas trabalhando no programa do IEAv.
Além de trocar e-mails e telefonemas, a equipe recebe visitas periódicas dos pesquisadores americanos.
Origem
A ideia de se usar laser em operações espaciais surgiu nos Estados Unidos, em 1983, durante a Guerra Fria.
Em 27 de março, o então presidente Ronald Reagan lançou o Programa de Defesa Estratégica no Espaço (Strategy Defense Initiative), conhecido popularmente como “Programa Guerra nas Estrelas”.
Como no filme de George Lucas, de 1977, os EUA tinham como objetivo travar uma batalha contra o inimigo no espaço sideral, com lasers em punho, como cavaleiros jedis.
Seria instalado um cinturão de canhões em volta do globo terrestre, capaz de detectar e destruir mísseis inimigos antes que eles atingissem seu alvo.
Na prática, o programa bilionário não fez grandes avanços, mas continua recebendo verbas do governo –e, consequentemente, críticas de organizações humanitárias como o Greenpeace.
Mas Minucci ressalta um ponto positivo do programa: as pesquisas ajudaram a viabilizar a tecnologia de propulsão a laser.
“As técnicas em ótica, que seriam usadas para focalizar o feixe do laser no alvo a ser destruído, foram aproveitadas por nós”, revela.
(Fonte: Matéria publicada na edição nº 6 da Revista Inovação em Pauta, publicada pelo Departamento de Comunicação da FINEP. Lançada em novembro de 2007, ela enfoca projetos de sucesso aprovados pela Financiadora de Estudos e Projetos, além de artigos e entrevistas ligados ao tema inovação e tecnologia / Para saber mais: http://www.finep.gov.br)
Conheça a história do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)
Há cerca de 30 anos, a Direção do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) do Comando da Aeronáutica resolveu criar, no então Instituto de Atividades Espaciais (IAE), a Divisão de Estudos Avançados, cujas atividades seriam orientadas, essencialmente, para tópicos avançados em desenvolvimento tecnológico e em ciência pura e aplicada.
As atividades técnico-científicas da Divisão receberam um grande impulso, em 22 de agosto de 1977, quando foram inauguradas as instalações definitivas de sua sede.
O crescimento da Divisão de Estudos Avançados ocorreu de forma acelerada, acima das expectativas, o que exigiu um reajuste em sua estrutura, uma vez que a existente, em nível de Divisão, já não era mais suficiente para o cumprimento da missão atribuída.
Em 22 de outubro de 1981, com as novas instalações já em condições mínimas de operação, a Divisão foi autorizada a operar em nível de Instituto do CTA, com a designação Laboratório de Estudos Avançados, desligando-se da estrutura organizacional do IAE e transferindo-se para sua nova localização, no quilômetro no 5,5 da Rodovia dos Tamoios, em São José dos Campos.
Em 2 de junho de 1982, o Presidente da República assinou o Decreto no 87.247, criando o Instituto de Estudos Avançados como parte integrante do CTA, visto que a designação de laboratório estava reservada para instalações de menor porte, com atividades muito específicas.
Em janeiro de 2006, foi consolidada a intenção do Comando da Aeronáutica de transferir de Brasília para São José dos Campos (SP) o Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento (DEPED), órgão ao qual o Centro Técnico Aeroespacial estava subordinado.
A mudança promoveu uma reestruturação organizacional que extinguiu o Centro Técnico Aeroespacial e criou um novo órgão, o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, mantendo-se a sigla CTA.
O IEAv passa, então, a atuar como Organização Militar do Comando da Aeronáutica, com subordinação ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Saiba mais: http://www.ieav.cta.br/index.php
BRIC. Brasil, Russia, India e China serão as novas potências mundias
BRIC Military Power, NATO open your eyes....
In economics, BRIC or BRICs is an acronym that refers to the fast-growing developing economies of Brazil, Russia, India, and China.
The acronym was first coined and prominently used by Goldman Sachs in 2001.[1][2]
Goldman Sachs argued that, since they are developing rapidly, by 2050 the combined economies of the BRICs could eclipse the combined economies of the current richest countries of the world.
The four countries, combined, currently account for more than a quarter of the world's land area and more than 40% of the world's population. Goldman Sachs did not argue that the BRICs would organize themselves into an economic bloc, or a formal trading association, as the European Union has done.
However, there are strong indications that the "four BRIC countries have been seeking to form a 'political club' or 'alliance'", and thereby converting "their growing economic power into greater geopolitical clout".
On June 16, 2009, the leaders of the BRIC countries held their first summit in Yekaterinburg, and issued a declaration calling for the establishment of a multipolar world order.
BRIC countries — Brazil, Russia, India and China have recently met to confirm the new alliance.
The meeting ended with a declaration calling for a multipolar world order, diplomatic code for a rejection of Americas position as the sole global superpower.
No Economic Crisis for India?
BRIC, Part of World Crisis Solution
Brazil`s Foreing Minister Celso Amorim
Um ano depois
Brasil passa no teste
e sai da crise maior do que entrou
Para especialistas, avanço do País e de outros emergentes
é uma das características do mundo pós-crise
Fernando Dantas www.estadao.com.br
O Brasil saiu da turbulência global maior do que entrou.
Às vésperas do mês em que se completa um ano da crise iniciada com a concordata do Lehman Brothers, em 15 de setembro, o otimismo com o País tornou-se consensual.
"O fato de que o Brasil passou tão bem pela crise tinha mesmo de instilar confiança", diz Kenneth Rogoff, da Universidade Harvard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Para Jim O'Neill, do Goldman Sachs, e criador da expressão Bric (o grupo de grandes países emergentes, Brasil, Rússia, Índia e China), "o Brasil passou por essa crise extremamente bem, e pode crescer a um ritmo de 5% nos próximos anos".
O crescimento de importância do Brasil
e de outras economias emergentes é uma das características
do novo mundo surgido com a crise econômica
Para comentar essa e várias outras mudanças, o Estado ouviu oito grandes economistas estrangeiros e brasileiros: Rogoff; O'Neill; Barry Einchengreen, da Universidade de Berkeley; José Alexandre Scheinkman, de Princeton; Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central (BC) e sócio gestor do Gávea Investimentos; Edmar Bacha, consultor sênior do Itaú BBA e codiretor do Instituto de Estudo de Políticas Econômicas - Casa das Garças (Iepe/CdG); Affonso Celso Pastore, consultor e ex-presidente do BC; e Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.
Affonso Celso Pastore observa que a recessão no Brasil foi curta, de apenas dois trimestres, comparada a quatro em países como Estados Unidos, Alemanha e França.
"Acho que o Brasil tirou nota boa, e agora está todo mundo olhando e dizendo 'esse cara é bom' ". Ilan Goldfajn do Itaú Unibanco.
Ilan Goldfajn nota que há os países que estão saindo da recessão no segundo trimestre e os que estão saindo no terceiro -o Brasil está entre os primeiros, com várias nações asiáticas.
"Mesmo no primeiro trimestre, se olhar mês contra mês, há números fortes de crescimento no Brasil", acrescenta. Para Goldfajn, a crise foi um teste de estresse para diversos países, no qual alguns passaram, outros não, alguns tiveram nota boa e outros nota ruim.
"Acho que o Brasil tirou nota boa, e agora está todo mundo olhando e dizendo 'esse cara é bom' ", diz Goldfajn.
Uma das principais razões para o sucesso do Brasil em enfrentar a crise, segundo Pastore, é que ela pegou o País com o regime macroeconômico adequado -câmbio flutuante, bom nível de reservas, inflação controlada, superávit primário, dívida pública desdolarizada e caindo em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB).
Essa solidez combinou-se com o sistema financeiro capitalizado, pouco alavancado, que estava proibido pela regulação de operar com os ativos perigosos, como os títulos estruturados no mercado americano de hipotecas subprime.
"Uma das lições da crise é que países que tinham uma abordagem equilibrada da regulação do mercado financeiro, como Brasil, Austrália, Canadá , não tiveram crise bancária", diz O'Neill.
A política anticíclica, baseada em corte de impostos e ampliação de gastos públicos, também ajudou, embora esta segunda parte seja criticada pelos efeitos de médio prazo.
Para Pastore, os aumentos do funcionalismo e do Bolsa-Família tiveram efeitos contracíclicos, mas "por coincidência", já que foram decididos antes da crise.
"O defeito é que, se fosse política contracíclica mesmo, teria de expandir gastos transitórios, e não permanentes."
Para a maioria dos economistas, o aumento dos gastos públicos correntes reduz o espaço do investimento, e impede que o Brasil cresça a um ritmo ainda mais forte do que os 4% a 5% que estão sendo previstos.
"Não é nem preciso dizer que há um monte de coisas que o Brasil poderia fazer para crescer mais rápido", comenta Rogoff.
O sucesso diante da crise
jogou o Brasil no radar dos investidores
De qualquer forma, o sucesso diante da crise jogou o Brasil no radar dos investidores.
"À medida que continuarmos a crescer mais que o mundo, é natural que o País receba um aporte muito grande de investimentos estrangeiros diretos", diz Pastore, acrescentando que eles aumentaram, mesmo com recessão e queda de lucros nos países que sediam as empresas que investem no Brasil.
A contrapartida dos fluxos de capital é o câmbio valorizado e o déficit em conta corrente, o que significa que o mundo está financiando o Brasil para consumir muito (o que implica poupar pouco) e investir ao mesmo tempo.
Segundo Goldfajn,
os brasileiros serão um dos povos convocados, junto com os asiáticos,
a preencher o espaço deixado
pelo fim da exuberância do consumidor americano,
atolado em dívidas e necessitado de reconstruir seu patrimônio.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Entreguismo no Centro-Oeste
Hiram Reis e Silva
"Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida”. (Rui Barbosa)
- Ventos da discórdia
“Se permitirmos que a FUNAI e seus ‘antropólogos’ continuem usando seus métodos de ‘estudos antropológicos’ eles identificam terra indígena até na lua”. (Antonio João)
É com lástima que observamos os ‘ventos da discórdia’, que se prestam mais a interesses estrangeiros que aos da nossa nacionalidade, vagarem dos ‘lavrados’ de Roraima para os cerrados do Mato Grosso do Sul.
Enquanto o ‘vento minuano’ canta e geme pelas coxilhas do gauchismo enaltecendo nossa nacionalidade e nos fazendo recordar das grandezas do passado, o ‘desgoverno companheiro’, através da FUNAI, por sua vez, prega a desnacionalização, o separatismo e o racismo entre os brasileiros.
FUNAI e a desagregação nacional
“A política indigenista está dissociada da história brasileira e tem de ser revista urgentemente. Não sou contra os órgãos do setor. Quero me associar para rever uma política que não deu certo; é só ir lá para ver que é lamentável, para não dizer caótica.”
(General de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira)
Infelizmente a ação funesta da FUNAI, alheia aos interesses nacionais, continua mobilizando todos os esforços para promover a desagregação e a insegurança institucional.
Parece que o ‘governo petralha’ pretende seguir os passos do ensandecido Evo Morales, presidente da Bolívia, implantando no Brasil as sementes de uma revolução separatista.
Nação guarani
“A FUNAI está assumindo a posição do Senado brasileiro. Está criando Estados, Nações. Ela está criando o Estado dentro de um Estado, não compete à FUNAI criar um estado dentro de um Estado”.
(Denis Lerrer Rosenfield)
“A demarcação da Raposa Serra do Sol já aparecia como o prelúdio do que estava por vir.
Apesar das ressalvas aprovadas pelo Supremo, que tornaram menos aleatórias e arbitrárias as demarcações e homologações de terras indígenas, o processo de relativização da propriedade privada e da soberania nacional segue, agora, o seu curso.
Imediatamente após a decisão do Supremo, as agremiações ditas movimentos sociais como o MST e o Conselho Indigenista Brasileiro (Cimi), ala esquerdizante da Igreja Católica, deflagraram um processo de fragilização destas ressalvas, procurando nos fatos mostrar que a lei a eles não se aplica.
Tornaram ainda mais explícitas suas posições contra e economia de mercado, a propriedade privada, o agronegócio e o estado de direito.
Vejamos.
O Cimi e os ditos movimentos sociais estão entrando em uma nova etapa de formação da opinião pública nacional e internacional, propugnando pela formação de uma nação guarani.
As publicações ‘Potorantim’ (Cimi) e ‘Sem Terra’ (MST) já trazem matéria a respeito, pois essas organizações têm plena consciência de que sem o apoio da opinião pública nenhuma transformação política pode ter lugar.
As mentes precisam ser conquistadas para que haja um espaço de abertura para mudanças.
Eles estão cientes de que a política moderna, a das democracias representativas, está alicerçada na opinião pública.
Utilizam-se, nesse sentido, da democracia para subvertê-la, arruinando as suas instituições.
Para que se tenha idéia da enormidade que está sendo tramada, a dita nação guarani abarcaria partes dos seguintes estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O foco é o estado de Mato Grosso do Sul em um primeiro momento e, logo após, Santa Catarina e Espírito Santo.
Nesse sentido, cabe ressaltar que o estado de Mato Grosso do Sul é o lugar em que essa luta vai se travar prioritariamente.
Eles reconhecem que perderam, nesse estado, a primeira batalha política junto à opinião pública pela disputa desses territórios indígenas.
Houve forte reação de proprietários rurais, parlamentares e o próprio governador, impedindo uma primeira tentativa de amputação de em torno de um terço de seu território.
Naquele então, o discurso apresentado era o de que se tratava apenas de uma nova demarcação, que corrigiria uma ‘injustiça’ histórica.
Em suma, afetaria apenas alguns proprietários.
Ora, já naquela ocasião o que estava em pauta era a formação de uma nação guarani, projeto este que ainda não dizia explicitamente o seu nome.
Agora, estão preparando a segunda batalha, com a bandeira guarani orientando os seus movimentos.
Novas portarias da Funai se inscrevem neste processo em curso.
A nação guarani, no entanto, não está restrita a esses estados brasileiros, mas se estende a outros países: Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
Segundo eles, a Bolívia já trilha esse caminho político, necessitando apenas ser apoiada no que vem fazendo, destruindo, na verdade, as frágeis instituições daquele país.
O foco, aqui, seria o Paraguai, onde o processo se inicia com um presidente simpatizante à ‘causa’ e que, através da Teologia da Libertação, compartilha os mesmos pressupostos teóricos do Cimi, da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do MST.
Entende-se, portanto, melhor a sustentação dessas agremiações política ao presidente Lugo e a política adotada de apoio às invasões das terras dos brasiguaios.
A identidade brasileira não lhes interessa.
Para granjear a simpatia da opinião pública internacional, criaram um site global, hospedado nos EUA, assumido por uma ONG holandesa e alimentado pela regional do Cimi de Mato Grosso do Sul.
Observe-se que é o próprio Cimi que elabora o conteúdo de um site internacional (www.guarani-campaign.eu), visando a interferir, dessa maneira, nos assuntos brasileiros, escolhendo como alvo o estado de Mato Grosso do Sul.
Aliás, o site é muito bem-feito, começando por uma apresentação gráfica da América Latina sem fronteiras, sob o nome de Ameríndia.
A verdadeira América Latina seria a pré-colombiana.
Provavelmente pensam, no futuro, expulsar todos os brancos e negros, europeus, africanos e asiáticos, que deram, pela miscigenação, a face deste nosso Brasil!
Como não poderia deixar de ser, o site comporta várias versões: português, inglês e holandês, estando prevista a sua ampliação para o alemão.
Para quem se preocupa com a opinião pública internacional, busca apoio político e financiamento na Europa e nos EUA, uma ferramenta desse tipo é vital.
É ela que terminará alimentando as pressões exercidas sobre o Brasil e subsidiará, também, os formadores de opinião nacionais e internacionais.
Consoante com esse trabalho, foi elaborado um mapa da nação guarani, denominado Mapa Guarani Ratã, que englobaria os estados brasileiros acima listados e os países latino-americanos vizinhos.
Chama a atenção o fato de a América Latina ser apresentada como um território verde, sem fronteiras nacionais, com o lema: Terra sem Males.
Procedimento semelhante foi adotado com o Mapa Quilombola, elaborado pela Universidade de Brasília, que orienta, hoje, as ações da Fundação Palmares, do Incra e dos ditos movimentos sociais.
A estratégia política é a mesma.
O Cimi, em suas publicações, reconhece ainda a aliança estratégica com o MST, que lhe ofereceu apoio logístico e organizacional em invasões e em outras manifestações, como campanhas de abaixo-assinados.
Alguns exemplos recentes seriam Roraima, com ‘assessores’ emessistas ‘ajudando’ os indígenas em plantações de arroz.
Esses ‘brancos’, aliás, podem lá entrar!
Reconhecem, inclusive, que tal aliança foi operacional no Espírito Santo, na luta contra a Aracruz, pois, como se sabe, as plantações de eucaliptos e a indústria de papel e celulose são símbolos, a serem destruídos, do agronegócio.
Outros já estão na mira!” (Denis Lerrer Rosenfield)
O Indigenismo sem pátria e o Estado caloteiro em MS
“Faz parte da história de nosso Estado, que o efetivo domínio brasileiro sobre a região Sul de MS tenha se dado após a chamada Guerra do Paraguai, que dessangrou povos irmãos.
Nela, destacou-se uma aguerrida cavalaria riograndense que, por anos a fio, defrontou-se com a destemida tropa paraguaia.
Nas lides de guerra, os guascas centauros (ser mitológico, metade homem, metade cavalo), conheceram e se encantaram com a região, permeada de extensas pastagens naturais, povoada por rebanhos de ‘gado bagual’.
Muitos voltaram aos seus pagos apenas para buscar suas traias e famílias, vindo par a este nosso Sul, com armas e bagagens, se estabelecendo nas terras sem dono da extensa Vacaria.
Foram encaminhados pela Coroa Imperial, para garantirem a fronteira reconquistada.
Um desses capitães de guerra, que lutara os quatro anos num portentoso cavalo, volta com essa montaria à sua querência.
Porém o animal, estropiado pelos anos de guerra e pelas longas caminhadas, morre ao fim da marcha de retorno, para desolação de seu dono.
Aqui chegando, o guerreiro guasca (gaúcho da fronteira) requer as terras da Coroa e funda sua querência, que nomeia ‘Fazenda 94’.
Era 94 a marca do Império que seu brioso cavalo de guerra tinha na paleta!
Estas são páginas heróicas de um povo que tem orgulho de sua história e de seu papel na conquista e defesa destas fronteiras onde, com suor, lágrimas e até mesmo sangue, transformou cerradões desertos em celeiros para a Nação e o mundo.
Nessa caminhada secular, da qual qualquer Nação se orgulharia, de repente, tais brasileiros se vêem tratados hoje, por grupelhos ideológicos, organizações internacionais e nichos de frustração localizados em órgãos governamentais, como reles ‘ladrões e ocupantes de terras indígenas’, esses nossos irmãos com os quais toda a Nação tem uma dívida secular e injusta.
Não se corrige injustiças e incompetências históricas de toda a sociedade, transformando vidas honradas e destinos audazes em bodes expiatórios de politicas fracassadas, nem fazendo a Justiça curvar-se a sofismas antropológicos e manipulações maldosas, ideológicas e antinacionais.
É o que se dá hoje em nosso MS, quando a indústria de invasões indígenas financiadas com recursos externos ignorados pelo Estado brasileiro, dá um passo adiante e projeta-se na expansão de aldeias sobre propriedades particulares, mediante ‘identificações de terras indígenas’ unilaterais e abusivas.
São passos para que nossos pioneiros e seus descendentes paguem, apenas eles, por uma divida histórica que é de toda a sociedade. E propositadamente, leitor, para semear distanciamento, rancor e antagonismo entre as comunidades.
Enquanto isso, o Estado brasileiro, o eterno caloteiro, lava as mãos, pretendendo ainda aparecer na fita como promotor de justiça e paz, com promessas vagas de compensações para brasileiros que perderiam seus direitos diante de laudos onipotentes e facciosos.
E isso, leitor, quando nada, nada na Constituição impede que se compre terra para as aldeias, quando o Governo Lula esbanja recursos emprestando 5 bilhões de dólares ao FMI e faz polpudas generosidades para africanos, bolivianos, paraguaios e palestinos, na campanha promocional do Presidente para seu Prêmio Nobel da Paz.
Portanto, tudo indica que um grande calote nos espera.
Com esse barulho todo, esconde-se da sociedade o fracasso da política indigenista em dar condições ao índio para que ele alcance os benefícios da civilização, que é o seu desejo.
Alardea-se o mito da desgraça indígena por ‘falta de terras’, quando as poucas que tem são frequentemente ociosas e os Cadiwéus, com seus quinhentos mil hectares vivem praticamente nas mesmas condições de aldeias que não têm um palmo de terra para plantar.
Parece que a miserabilidade indígena é mantida para ser usada, manipulada demagogicamente para promover conflitos e angariar recursos externos.
A mortalidade indígena por violência, devido à deterioração social administrada pela Funai, tem sido cinicamente apresentada ao mundo por organizações ideológicas falsamente religiosas, como resultante de assassinatos por conflitos fundiários.
Quando pioneiros rurais são expulsos de suas casas, que são detonadas, desmontadas e levadas para aldeias, tal como não se faz nem com traficantes, nunca apareceu um membro sequer do Ministério Público Federal para dar que fosse um ‘Bom Dia!’ aos cidadãos expulsos de suas casas e, claramente, do abrigo da Constituição Federal.
Quem desmente os fatos e o olhar sectário de facciosos e pretensos defensores da Constituição, caro leitor?
Esse projeto ideológico, impatriótico, injusto, promotor intencional de mágoas e conflitos, prosseguirá seu curso?
Com a palavra as comunidades atingidas, Sindicatos Rurais, Famasul e, sem dúvida, nosso Judiciário e políticos.
E que Deus nos ilumine para que a Paz, integração e prosperidade possam vencer a ideologia de uns e a imaturidade de outros nos quadros do Estado brasileiro que, tantas vezes, trai a Nação”.
(Valfrido M. Chaves - O Pantaneiro)
Boeing aposta alto na Embraer
PROJETO F-X2 Parceria com empresa brasileira seria a resposta ao favoritismo francês declarado por ministro Jobim
Marcelo Ambrosio
O cronograma do projeto FX-2, de compra de 36 caças supersônicos para a Força Aérea Brasileira, uma concorrência que pode alcançar valor total de US$ 2 bilhões, está entrando na reta final.
Os três concorrentes fecharam contratos com empresas brasileiras que serão as beneficiadas com a transferência de tecnologia prevista, a parte do contrato considerada decisiva para a escolha do jato que substituirá os veteranos Mirages da 1ª Ala de Defesa Aérea, baseados em Anápolis.
Semana passada dois executivos da Integrated Defense Systems, o braço militar da Boeing, estiveram em Brasília para os acertos finais com parceiros nacionais.
Otimistas, os fabricantes do F18EF SuperHornet estão confiantes que o pacote que prepararam será o escolhido para equipar a FAB.
O nível da aposta é dado pela presença do próprio vice-presidente executivo da gigante aeroespacial, além de CEO da IDS, Jim Albaugh, na capital, e do principal gerente do projeto, Michael Coggins.
A chave da estratégia é uma parceria abrangente com a Embraer, uma das maiores fabricantes de jatos do mundo.
Dos três candidatos –os outros são o Raffale francês e o Gripen NG sueco– o programa da Boeing é o que mais concentra a transferência em um só sócio local.
Ao mesmo tempo também é um dos que conta com o maior envolvimento governamental: as missões comerciais que vieram a Brasília desde o ano passado sempre contaram com a participação de representantes tanto da área militar quanto da área civil de Washington.
– Fechamos 27 parcerias com companhias grandes como a Embraer, ou menores como Santos Lab e Mektron – afirma Albaugh, em um encontro reservado com o Jornal do Brasil no hotel onde se hospedava na capital federal. A visita, de acordo com o próprio vice-presidente, serviu para contatos com autoridades envolvidas no processo do Fx-2, além da finalização da lista de parceiros.
– Somos a maior companhia de produção de jatos do mundo e podemos fazer com que essas empresas participem de projetos de desenvolvimento do SuperHornet, em programas de reconhecimento e inteligência e nos sistemas de satélites. Cada real pago pelo Brasil será investido aqui –completou o vice-presidente, referindo-se à possibilidade de serem criados 5 mil empregos no país.
Outra aposta é o atrativo representado pela possibilidade de empresas brasileiras ganharem acesso ao cadastro de fornecedores do departamento de Defesa, algo que Albaugh aponta como uma importante abertura.
– Trata-se de uma perspectiva de negócios de R$ 1,5 trilhão para essas companhias. Isso permitirá que os brasileiros participem de uma cadeia ampla de suprimentos – avaliou.
– Posso garantir que toda a tecnologia que foi pedida está sendo oferecida na nossa proposta, que é um plano de longo prazo, para 30 anos, nos quais os brasileiros estarão sempre integrados.
Em um encontro separado, Coggins deu detalhes sobre a abrangência do negócio com os fabricantes brasileiros e do que representaria esse passaporte para o cadastro, o acesso a um volume de compras em torno de US$ 60 bilhões por ano –o orçamento para aquisições no departamento.
- Dos 27 contratos que incluimos na nossa proposta, dez são com a Embraer. - revela Coggins ao JB.
Em termos de propaganda, a visita de Albaugh e Coggins ocorreu em um momento oportuno para a companhia.
Coincidiu com a apresentação, dois anos e meio antes do prazo previsto, do primeiro SuperHornet produzido para a Força Aérea da Austrália, em um modelo de desenvolvimento similar ao que está sendo montado aqui.
Perguntado sobre as sensibilidades políticas que envolvem a proposta americana –o governo precisa autorizar a liberação das licenças, principalmente dos softwares –tanto Albaugh quanto Coggins se disseram tranquilos.
Para o gerente do projeto, já houve avanços significativos ao longo do período de negociação entre o fabricante e as autoridades de defesa dos EUA.
Em janeiro, das duas mil licenças necessárias para o F18EF, o Brasil não havia obtido aval para apenas sete.
Coggins não revela se os vetos foram reduzidos, mas adianta um desdobramento importante em um ambiente no qual a plataforma vale menos que o conjunto de softwares que carrega.
– O sistema de gerenciamento de armas, por exemplo, obteve autorização integral de transferência para o programa do caça brasileiro – adiantou Coggins.
Isso permitirá, segundo ele, que haja uma compatibilidade entre os gerenciadores e o armamento, que inclui a opção brasileira por um míssil ar-ar de fabricação nacional.
Executivos da IDS destacam capacidade de atender demanda
A visita dos executivos americanos foi um contraponto interessante à viagem de sete parlamentares brasileiros à França e do próprio ministro da Defesa, Nelson Jobim, que participou das festividades da data nacional francesa, o 14 de julho.
Jobim, por sinal, falou a jornalistas brasileiros que o consórcio francês da Dassault, fabricante do caça Raffale, estaria com alguma vantagem na concorrência dado o formato e o nível de transferência de tecnologia apresentado na proposta francesa para o FX-2.
Neste caso, a negociação após a assinatura do contrato seria menos dependente de um acompanhamento do Estado, diferentemente do que prevê a forma de atuação dos EUA –na qual haveria consultas permanentes ao Pentágono a cada necessidade de mudança ou atualização dos sistemas.
Diante da afirmação, Michael Coggins não pareceu preocupado.
– Estamos confiantes que a nossa proposta é a melhor e atende a todas as exigências que a Força Aérea faz no projeto. Além disso, a fórmula original prevê 80% de troca de tecnologia direta, ligada aos aspectos da operação da aeronave, e 20% de offset indireto. Estamos inteiramente dentro disso. Não estou nem um pouco preocupado quanto a esse aspecto.
Jim Albaugh também comentou sobre a capacidade da Boeing de atender à demanda do contrato, ao mesmo tempo em que disputa uma concorrência na Índia na qual a previsão é a de 126 aeronaves.
A planta industrial de Saint Louis, Missouri, tem capacidade instalada para 42 aviões por ano.
– Podemos fazer mais. Estamos aumentando a participação da divisão de aviões nas vendas internacionais da companhia, que passaram de 5% em média nos últimos anos para 16% no ano passado, – explica Albaugh, acrescentando que o objetivo é bater a casa dos 20% em termos de vendas (embora recentemente a empresa tenha anunciado o corte de 10 mil postos de trabalho).
– Estamos disputando também, além da Índia, na Dinamarca e na Grécia. Temos um programa de desenvolvimento constante - completou.
Dassault promete fabricar caças no Brasil
PROJETO F-X2 Daniel Rittner, Diario Valor A disputa pela encomenda brasileira por novos jatos está ficando cada dia mais acirrada.
A francesa Dassault apresentou uma proposta na qual se dispõe a construir no Brasil os 36 caças de múltiplo emprego a serem encomendados no lote inicial do projeto F-X2.
A oferta busca seduzir o governo com o aceno de gerar centenas de empregos na Embraer, que dispensou mais de 4 mil funcionários em fevereiro, causando incômodo no Palácio do Planalto.
"Essa é uma decisão exclusivamente do governo brasileiro. Nós deixamos em aberto a opção de abrir uma linha de montagem no país", afirmou ao Valor o diretor da Dassault no Brasil, Jean-Marc Merialdo.
Na semana passada, a Boeing, outra concorrente, esteve em Brasília apresentando uma proposta melhorada.
O relatório técnico da FAB avaliando os três fornecedores que chegaram à fase final da concorrência está perto de uma conclusão.
Disputam um contrato estimado em mais de US$ 2 bilhões, além da Dassault (com o Rafale), a sueca Saab (Gripen NG) e a Boeing (F-18 E/F Super Hornet).
A análise da FAB abrange critérios comerciais, técnico-operacionais, logísticos, de compensação comercial, industriais e de transferência de tecnologia.
O mercado espera uma decisão no fim do ano.
Segundo o representante da Dassault, a empresa obteve autorização do governo francês para a "transferência total de tecnologia" à Aeronáutica e à indústria de defesa brasileira para a construção dos caças, o que inclui a abertura dos códigos-fonte.
Às vésperas da escolha do novo caça da FAB, a Dassault assinou acordos de cooperação com 38 entidades e indústrias brasileiras, em um total de 65 projetos.
A Embraer é naturalmente a principal peça do programa de cooperação, mas envolvem ainda empresas médias como Mectron, Atech e Aeroeletrônica.
Merialdo assegurou que não há restrições para transferir conhecimento nos sistemas de integração de armamentos e no data link (sistema responsável pela comunicação entre caças e com as bases terrestres), áreas de interesse da FAB.
Por compartilhar valores com o Brasil e desejar o fortalecimento de sua posição na arena internacional, o governo francês tem um "acordo estratégico" com o país e a Dassault quer construir uma "parceria de longo prazo", disse Merialdo.
Para ele, a Embraer tem "um grande potencial" para trabalhar com a empresa no desenvolvimento de produtos, com a vantagem de não competir nos mesmos segmentos, como os jatos comerciais de médio porte.
A Dassault ainda detém 0,9% das ações da Embraer, mas desta vez não há nenhum tipo de associação - vetada na atual concorrência da FAB - entre as duas.
É o contrário do que ocorreu no F-X original, engavetado no início de 2005 por decisão do presidente Lula.
Na ocasião, elas disputavam com o caça Mirage 2000 BR, de uma geração anterior à do Rafale.
Agora, a Aeronáutica definiu que o fornecedor deverá obrigatoriamente dividir seus conhecimentos com a Embraer, dentro de um programa de longo prazo de transferência de tecnologia.
Na recente visita de Lula à Itália, onde participou com Sarkozy da cúpula do G8 ampliado, surgiu a notícia - sem confirmação do Palácio do Planalto - de que ele teria dito ao presidente francês que já havia um vencedor da concorrência.
O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) afirma que a comissão do F-X2 se atém ao relatório técnico, que dará subsídios à decisão do governo.
Em última instância, no entanto, Lula e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, um francófilo assumido quando o assunto é o reaparelhamento das Forças Armadas, podem fazer uma escolha política.
Além de ter levado o Rafale para a fase final do F-X2, o Brasil fechou recentemente a compra de 51 helicópteros Cougar EC-725, que serão fabricados em parceria com a Helibrás, e de quatro submarinos convencionais da classe Scorpène, além de um casco maior - desse mesmo modelo - para acomodar o reator nuclear desenvolvido pela Marinha.
Na acirrada disputa com americanos e suecos, Merialdo ressalta que o Rafale "é um programa novo, mas maduro".
O primeiro caça entrou em serviço em 2001, já foi usado em missões de reconhecimento tático e de ataque ao solo na Guerra do Afeganistão, e há cerca de 70 unidades na frota da Força Aérea Francesa.
O número deve subir para 294 aviões.
Críticos do Rafale apontam a falta de escala e os problemas no histórico de cooperação com o Brasil - a FAB operou durante décadas o Mirage III - como pontos frágeis da Dassault. Merialdo atribuiu a ingerências políticas derrotas em concorrências na Coreia do Sul e em Cingapura, mas destacou que o Rafale disputa o fornecimento de mais de cem caças para a Índia e antevê possibilidades de venda à Suíça, Grécia e Emirados Árabes.
Em 12 de junho, os três fornecedores da lista final da FAB entregaram suas respectivas "melhores e últimas ofertas" na concorrência do F-X2. Trata-se da Bafo - a sigla em inglês de "Best and Final Offer" -, como é conhecida no jargão militar.
Obama monta agenda com o Brasil no centro
PROJETO F-X2 Embaixador Thomas Shannon fala da boa relação com o governo brasileiro José Meirelles Passos
Se for aprovado pelo Senado nos próximos dias, como se espera, Thomas Shannon, o atual secretário de Estado Assistente para o Hemisfério Ocidental, ocupará o posto de Sobel.
E, segundo este, encontrará um clima ainda melhor do que o de três anos atrás —quando o bom entendimento entre os presidentes Bush e Luiz Inácio Lula da Silva já estava consolidado.
Barack Obama, disse Sobel, “deu cara nova aos Estados Unidos”, e a sua disposição de dialogar, de ouvir “aceitando que cada nação tem algo a contribuir”, tornará ainda mais estreito o relacionamento bilateral Brasil-EUA.
— As políticas do Brasil estão evoluindo, assim como a dos Estados Unidos.
E nós estamos prestando um bocado de atenção nisso. O governo Obama ainda está em seus primeiros seis meses, mas está montando uma agenda na qual o Brasil está definitivamente bem no centro — disse.
Segundo Sobel, a sintonia entre Obama e Lula é perfeita.
Num encontro entre ambos na Casa Branca, em março passado, o principal tema da conversa, lembrou, foi a crise financeira e a necessidade de ambos desenvolverem políticas, inclusive conjuntas, de forma a que “ninguém seja deixado para trás”.
Perspectiva comum entre Lula e Obama
A necessidade de se combater a pobreza e a desigualdade, sob o risco desses males gerarem instabilidade, tornouse um objetivo comum a ambos, afirmou Sobel:
—Eu já nem sei dizer se foi Obama ou Lula quem levantou esse assunto, porque o que temos visto é que, quando um deles começa uma frase, o outro é capaz de terminar essa mesma frase.
Existe uma agenda e uma perspectiva comuns entre eles.
Sobel disse acreditar que se, por um lado, Obama deu um novo rosto aos EUA, o Brasil também adquiriu uma nova cara nos últimos anos.
E isso estaria colaborando para que a parceria entre os dois países se torne mais intensa.
— O Brasil vive um momento muito especial.
É uma ilha de estabilidade, tanto política quanto financeira.
Quando olhamos para os temas que temos de confrontar, a energia, o clima, a gripe, as crises financeiras, o Brasil tem que ser parte da solução.
Sobel confidenciou que captou algo intrigante no trato diário com os brasileiros:
— Eles são incapazes de dizer não.
Mas isso não significa, necessariamente, que estejam sempre dizendo sim.
Segundo ele, a mídia americana começou a descobrir o Brasil, dando mais atenção ao que acontece no país.
Por isso, os americanos agora sabem onde fica o Brasil no mapa-múndi:
— Não me fazem mais aquelas perguntas malucas sobre o país.
E já deixaram de pensar que Buenos Aires é a capital do Brasil.
Projeto F-X2: Fase Final
PROJETO F-X2 Escolha de novo avião da FAB está na fase final IGOR GIELOW Secretário de Redação da Sucursal Brasília
Não é casual o momento do lobby francês pelo caça Rafale na concorrência da FAB pelo futuro avião de combate do Brasil, que já conta com o quase público apoio político do ministro Nelson Jobim (Defesa).
Está nas mãos da comissão do chamado projeto F-X2 o relatório final da escolha. Concorrem para o fornecimento inicial de 36 aviões a Dassault (França, com o Rafale), a Boeing (EUA, com o F-18 Super Hornet) e a Saab (Suécia, com o Gripen NG). O valor que vinha sendo estimado era de US$ 2 bilhões, mas poderá ser mais do que o dobro disso.
O comandante da Força, Juniti Saito, deverá entregar até agosto a decisão a Jobim. A FAB faz uma seleção com rigidez inédita no Brasil, mas a escolha não é só militar. O Brasil exige parceria e transferência tecnológica para seu parque aeronáutico, e a FAB usou artifícios que surpreenderam os concorrentes.
O mais recente ocorreu quando os fabricantes entregaram sua proposta final, em 8 de junho. Em vez de irem para casa, foram convocados a passar uma semana em Brasília explicando detalhes e renegociando pontos. Resultado: os três aviões tiveram quedas consideradas expressivas no seu preço final, que inclui armamentos, logística e suporte por 5 anos.
Os dados são secretos e sujeitos a mudanças, mas os valores unitários comentados ficaram entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões.
Isso dá algo entre US$ 3,6 bilhões e US$ 5,4 bilhões ao todo, mas é inócuo especular porque há muitas variáveis. Para fins de comparação, a Austrália pagou cerca de US$ 200 milhões por cada F-18 (mais armas e logística) que comprou recentemente.
Caberá a Jobim discutir com o presidente Lula e o Conselho de Defesa Nacional a decisão.
O ministro é um francófilo na hora das compras. Fechou um acordo bilionário com Paris para a compra de submarinos convencionais, capacitação de fabricação de submarino nuclear e montagem de helicópteros. A parte naval pode passar dos R$ 20 bilhões, e tem a Odebrecht como parceira dos franceses.
Os caças ficaram de fora só porque a FAB já tinha seu processo de seleção em curso. Mesmo agora, há brigadeiros insatisfeitos com a publicidade pró-França feita por Jobim e pelos deputados "elegantemente" convidados a Paris que analisarão o Orçamento militar para 2010.
Pode ocorrer um choque, então, caso a FAB não selecione os franceses. Correndo por fora, ainda, a diplomacia da Rússia até torce por isso para tentar entrar novamente no jogo. Apesar de forte lobby organizado por um brigadeiro da reserva no Brasil, foi surpreendentemente excluída pela FAB na seleção dos três finalistas.